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Essas coisas que diz toda mulher...

16/02/2005 10:16
Meus presentes
Nossa estou recebendo muitos presentes ultimamente. Como bem mencionou o Léo, certa vez, eu sou muito mimada por meus amigos...
Achei melhor colocá-los aqui e todas as vezes em que estiver triste vou poder encontrá-los no mesmo lugar, sem sair revirando milhares de arquivos:

Este foi o do John...ÚÚÚÚlha que lindo!!! hahahgdsgsgd acabei de lembrar que todos os que entram no blog dele entram no meu (ulha a brexaaaaa!!!)

— Pronto, aqui está. A senhorita pode preencher o formulário e assinar aqui.
Ela agradeceu com um sorriso e aceitou a folha de papel que a mocinha atrás do guichê lhe estendia. Dirigiu-se para um daqueles balcões que têm uma porção de canetas esferográficas presas com correntinhas. Pegou uma delas e começou a completar os espaços em branco com as informações requeridas. As de sempre: nome, data de nascimento, endereço, telefone...
Deteve-se diante daquelas duas palavras: "estado civil". Quando se deparava com aquela questão, sempre ficava refletindo durante alguns longos minutos. Ao contrário do que acontece com muita gente, o termo "viúva" não lhe soava tão desagradável assim. Não era a passagem do tempo o que a assustava. E nem lhe incomodava a idéia de, quem sabe, ter que passar seus últimos dias sozinha. Quando ficasse velha, o sentimento de nostalgia surgiria de um jeito ou de outro, viúva ou não. O importante é que tivesse boas memórias para lhe acompanhar. Por outro lado, "divorciada" era uma palavra que lhe dava calafrios. Para ela, era sinônimo de fracasso. A existência daquele termo num formulário era como um balde de água fria em qualquer sonho romântico, era o lembrete de que a vida não é um conto de fadas e que, a qualquer momento, o príncipe-encantado poderia muito bem lhe dar um pé na bunda e trocá-la por uma outra princesa mais jovem ou mais bonita ou melhor na cama. Ou tudo isso. O status de "casada" sempre fora seu sonho de consumo. Não que fosse uma daquelas mulheres obcecadas, que fica anos planejando o casamento e já sabe de antemão as cores dos vestidos de todas as suas madrinhas e as músicas que vão tocar durante a cerimônia. Apenas sonhava com uma família e todos os benefícios inclusos: usar o braço do marido como travesseiro, preparar o café da manhã para os filhos, passear no parque aos domingos, essas coisas que sonha toda mulher.
Mas "solteira" acabava sendo sempre sua resposta. Antigamente, costumava se sentir um pouco frustrada com isso. Depois, entendeu: que mal há em ser solteira? É claro que às vezes gostaria de não estar sozinha. Mas também não precisava ficar com qualquer idiota apenas para ter uma companhia. Além do mais, vivia cercada de pessoas maravilhosas. Era bonita, inteligente, independente e um bom partido. Estava sozinha porque assim queria. E ainda não havia surgido nenhum homem em sua vida que a fizesse mudar de idéia. Seu estado de espírito não precisava ser definido pelo seu estado civil. Marcou um xis no quadrado ao lado da palavra "solteira". Com convicção e sem nenhum pesar.
Deteve-se novamente diante da palavra "ocupação". Sorriu. Sentiu-se tentada a escrever "feliz".

Para a Thati pixuca.


Esse é do Lucas, que identificou um poema do José Regio com meu post de sábado:

"Vem por aqui- dizem-me uns com olhos doces,
Eu olho-os com olhos lassos(ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
Não, não vou por aí
Só vou por onde me levam meus próprios passos...
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhos ao vento,
Como farrapos arrastar os pés sangrentos
A ir por aí...
Se vim ao mundo,foi
Só para desflorar florestas virgens
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada.
O mais que faço vale nada.
Corre nas vossas veias sangue velho dos avós
E vós amais o que é fácil.
Eu amo o Longe e a Miragem
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide...Tendes estradas
E tendes regras e tratados e filósofos e sábios.
Eu tenho a minha Loucura.
Deus e o Diabo é quem me guiam,
Mais ninguém.
Ah, que ninguém me deem piedosas intenções
Ninguém me peça definições.
A minha vida é um vendaval que se soltou
Não sei por onde vou.
-Sei que não vou por aí...".
JOSÉ RÉGIO, CÄNTICO NEGRO,
(POEMAS DE DEUS E DO DIABO). Muuuuuiiiiiitttttooo lindooooo!!!

Esse é outro presente que eu ganhei que segundo o Autor do presente eu iria gostar muito.
A identidade será preservada, senão ele nunca mais vai me dar nada.
Desculpe, amoreco eu amei a música ela ia ser postada de qq jeito!

Chico Buarque - Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava
olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre
falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a
pra dançar
E então ela se fez bonita com há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois o dois deram-se os braços com há muito tempo não se usava
dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se
abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhanca toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se
ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu


É impressionante como nossos amigos nos conhecem!!
É por isso que eu falo e repito, eu sou uma mulher de sorte!!!
DEFINITIVAMENTE!!!
Há esqueci...a Mary me deu uma versão da música DOLY GUARANÁ épetaculosa. Valeu Mary
Se tiverem um tempinho entrem no blog do Renato (aquele blog que eu adoro e choro de rir, para ler o Post, "Quem falou que vc é gostosa"...juro quase tive uma síncope de tanto rir. Muito bom. http://www.registrodissonante.blogspot.com/

Esse desenho é fantástico!!! A Pucca namora o Garu e todas as vezes em que ela o vê...ela alucina e parte pra cima hahahahgdgs
enviada por Thati






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