14/01/2005 16:23
"Joga pedra na Thatá"
Para quem é amigo novo ou não lembra desse causo, há dois anos atrás, estava eu, indo para academia, às 7 da matina, cara amassada, blusa do avesso, tênis desamarrado e com muito sono, quando me vi diante de uma orla de pequenos delinqüentes juvenis, todos uniformizados (estudavam no CONSA) e em forma de pré-adolescentes, vindo em minha direção.
Respirei fundo e encarei bravamente a nuvem de tarados por play station passando por eles de cabeça mais ou menos erguida, afinal não dá pra ser perfeita e eu tava com medo....sexto sentido talvez.
Pronto!!! Passei!!! Ufaaaaa!
De repente um barulhinho acompanhado de uma pontada na cabeça... Tuc!!!! Outro Tuc. Mais um Tuc.
Meu pai, o que seria aquilo!!!
Aquilo meus amores, eram as criaturinhas do lado negro da força, me arremessando pedrinhas na cabeça.... Sim, graciosas pedrinhas, não é simplesmente o máximo?????
O que eu fiz????
Virei a Hulka é lógico.
Gente foi hilário (se não fosse trágico, se não fosse comigo e se não fosse no meio da rua ás sete da manhã).
Imaginem a cena...(já sabem que é pra mentalizar fechar os olhinhos e fazer uómmmmm)
Eu...furiosaaaaaaaaa, correndo atrás do gordinho-autor da sacanagem, agarrando o braço dele e berrando (sim, eu berrei):
-Escuta muleque imbecil, pq vc não joga pedra na sua mãe, hein animal!!! Mulequinho infeliz!!! (agora imaginem eu furiosa, revoltada, descabelada e agarrada no braço do muleke)
Todos os outros delinqüentes ao invés de pegarem um pedaço de pau e me arrebentarem ficaram olhando com cara de assustados deviam estar pensando que a anã revoltada ia ficar verde e derrubar o semáforo na cabeça deles.
Larguei o braço do muleque, arrumei meu cabelo, mandei todos os outros para aquele lugar impronunciável e entrei na academia para fazer minha aula de yoga.
...
O dia em que tentaram me enterrar viva.
Na lista das coisas que só acontecem comigo, estava eu, um dia após fazer minha tatoo, fazendo uma socialzinha com a family distante, em um daqueles aniversários em que vc encontra pessoas que nem imagina quem sejam, contando minhas peripécias separadescas, quando de repente senti um PLOF na minha NUCA, seguido de uma intensa e devastadora dor no mesmo local onde as agulhas havia sido cruéis comigo.
Quando viro para trás vejo um pequeno delinqüente rindo junto com seu comparsa.
Rindo não, o garoto estava se esborrachando de rir e apontando.
- Um minutinho só, querida prima que eu já volto pra terminarmos aquela consulta, disse à Separanda
- Muléki vc ta loko??????, perguntei à criança
- Vc tá loko?????- insisti.
... (isso é o muleque quieto, com carinha de anjo olhando para mim).
- Cadê sua mãe muleki??? Perguntei
...
- Me aguarde... disse eu revoltada
- Com a mesma fúria que eu fico quando pegam comida do meu prato fui atrás da mãe do indecente, e descobri que:
a) O muleque era meu adorável primo.
b) Ele era só o filho da dona da casa
c) Que, por mero acaso, era a aniversariante
d) Estavam comemorando tanto o aniversário da mãe quanto do filho.
Após isso e, milagre, sem chorar, fui lavar a tatuagem que estava simplesmente coberta de pomada e areia (que legal, né!!!)
Não acabou...
Ao sair do banheiro minha prima estava revoltada comigo (é claro!!!) porque seu filho estava aos prantos...
-Mãe, ela me chamou de louco.
- Na verdade, eu não chamei, eu perguntei!!!, disse envergonhada.
Ela inclusive chegou a afirmar que:
-Sim, meu filho é uma peste, mas desta vez ele queria jogar a terra sobre sua cabeça, não em vc.
É como eu sempre digo... seria hilário... se não fosse comigo.
Resumo: Na verdade quem jogou a pedra e a terra fui eu ... e na cruz.
PS pouco é bobagem
PS1 - Hoje tem aniver do Wendell??? Tem, sim senhor.
PS2 - E a Mafe vai??? Vai, sim senhor.
PS3 - Eu dou cambota com o Leo sim, aguarde e verás.
bju bju bju
enviada por Thati
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